Tive que me teleportar para Mangaratiba para (re)descobrir um som que faltava na minha coleção de mp3: Erykah Badu. Obrigada, Dj ‘Pretinho’!

Quis, obviamente, saber mais sobre (e até achei várias coisas) mas me peguei estarrecida diante de uma das imagens mais ‘deja vu‘ dos últimos dias: ela me lembrou uma Bene Gesserit. Não, eu não li Duna, eu não assisti Duna mas ela me lembrou uma Bene Gesserit. Olhei para ela e vi uma Bene Gesserit.

Curioso isso porque inicialmente a idéia era falar sobre a Erykah e não sobre bene gesserits mas minha mentalidade hipertextual me levou mais além: me levou à reflexão já levantada pelo meu querido maridinho – ‘IDENTIDADE É MEMÓRIA’. Posso me lembrar de imagens que nunca vi. Fariam essas imagens parte da minha identidade?

Está lançada a pergunta.

2 Responses to “Sobre Bene Gesserit, Erykah Badu e Identidade”

  1. Gustavo Lunz Says:

    é uma pergunta intrigante. Não me arrisco na resposta mas penso muito sobre isso. Falsear uma memória talvez seja “apenas” mais um bug cognitivo, um erro, um remendo aleatório criado para suprir nossa necessidade de coerência. Talvez não. Se levarmos em consideração a psique como um permanente conflito de exigências conscientes e inconscientes (a la Freud), essas imagens “lembradas” são como atos falhos, pistas de emaranhados neuróticos que revelam verdades sobre a singularidade de cada um. Mas antes de julgarmos sua realidade, devemos ter em pauta que representam desejos. Ou seja, talvez não faça parte de sua identidade como você a entende, mas da identidade que você quer secretamente. Daqui eu poderia passar tranquilamente para aquela outra frase: “quanto de verdade você é capaz de suportar?” Mas isso é papo para outro post…

  2. Gra Says:

    Fique à vontade para continuar, por favor!!!!


Leave a Reply